Estudos apontam para déficit de trabalho decente em sete países da América Latina

Pesquisas coordenadas pelo Instituto Observatório Social analisaram condições de trabalho na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru, México e Uruguai

Nos últimos 10 anos, a crise econômica mundial afetou não apenas a economia, mas as condições de trabalho oferecidas a milhões de trabalhadores na América Latina. Com a retração econômica, aumentaram as desigualdades sociais, as diferenças salarias, principalmente entre jovens e mulheres, a precarização do trabalho e a terceirização em todas as etapas das cadeias produtivas. Esses são alguns dos apontamentos feitos pelo estudo Trabalho Decente na América Latina, que será lançado em São Paulo na próxima quinta-feira, 14.

O estudo foi realizado pela Rede Latino-Americana de Pesquisas em Empresas Multinacionais (RedLat), sob a coordenação do Instituto Observatório Social. Também participaram pesquisadores de diferentes instituições da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Uruguai. Em todos os países,

Em linhas gerais, trabalho decente pode ser definido como um trabalho produtivo e adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, sem quaisquer formas de discriminação, e capaz de garantir uma vida digna a todas as pessoas que dele dependem para viver. Com base nesse princípio, os pesquisadores fizeram uma análise dos últimos dez anos a partir de levantamentos sobre indicadores econômico-sociais, oportunidades de emprego, remuneração, proteção social, liberdade sindical e negociação coletiva em cada um dos sete países.

Todas as pesquisas, tanto na versão completa quanto resumida, já podem ser baixadas no site da RedLat.

Serviço
Lançamento da pesquisa Trabalho Decente na América Latina
Data: 14 de abril de 2016
Local: Auditório Azul do Sindicato dos Bancários São Paulo (Rua São Bento, 413, Centro. São Paulo – SP)
Horário: A partir das 14h
Entrada gratuita com vagas limitadas. Mais informações e inscrições em sri[arroba]cut.og.br