Estudo aponta déficit de trabalho decente na América Latina

Carmen Lucía Tagarife, da ENS, apresenta os dados preliminares do estudo em conferência da UNI

Carmen Lucía Tagarife, da ENS, apresenta os dados preliminares do estudo em conferência da UNI

Embora a América Latina tenha melhorado os índices gerais de trabalho decente nos últimos 10 anos, a crise econômica pela qual passam os países fez com que eles começassem um processo de regressão. É o que apontam dados preliminares de pesquisa realizada em sete países da América Latina, coordenada pelo Instituto Observatório Social. A análise foi apresentada nesta terça-feira, 24, na Conferência Regional UNI Américas, no Panamá.

Em linhas gerais, trabalho decente pode ser definido como um trabalho produtivo e adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, sem quaisquer formas de discriminação, e capaz de garantir uma vida digna a todas as pessoas que dele dependem para viver. Com base nesse princípio, pesquisadores fizeram uma análise dos últimos dez anos a partir de levantamentos sobre indicadores econômico-sociais, oportunidades de emprego, remuneração, proteção social, liberdade sindical e negociação coletiva. Foram analisados dados de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru, México e Uruguai.

Confira, a seguir, os principais dados apresentados: