Entidades iniciam estudos sobre Trabalho Decente na América Latina

Pesquisadores de sete países preparam estudo que irá traçar o perfil das condições de trabalho encontradas na América Latina. A ação, coordenada pelo Instituto Observatório Social, é parte das atividades da Rede Latino-Americana de Pesquisa em Empresas Multinacionais (RedLat). O primeiro panorama será lançado até o final de 2015.

Participam do projeto pesquisadores ligados a centros de pesquisa e estudos do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Peru, México e Uruguai. Entre os temas que compõem a análise sobre trabalho decente na região estão indicadores socioeconômicos, oportunidades de emprego, remuneração, proteção social, liberdade sindical e negociação coletiva.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), Trabalho Decente pode ser caracterizado como um trabalho produtivo e adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade, e segurança, sem quaisquer formas de discriminação, e capaz de garantir uma vida digna a todas as pessoas que vivem de seu trabalho.

Para este estudo, serão levantados dados nos sete países que permitam análise sobre os temas nos últimos 10 anos. Dessa forma, a pesquisa permitirá não apenas a análise do desempenho do trabalho decente na região nos últimos anos, mas também servirá de base para estudo sobre tendências e de subsídio para a ação sindical.
“O principal objetivo que buscamos com este estudo é fortalecer a argumentação e a proposta sindical vinculada ao trabalho decente na América Latina”, afirma a coordenadora de pesquisas do IOS, Lilian Arruda.
Além dessa primeira síntese, prevista para o final de 2015, também estão previstas outras duas sínteses, nos segundos semestres de 2016 e de 2017.

Sobre a RedLat

A Rede Latino-Americana de Pesquisas em Empresas Multinacionais (RedLat) é uma iniciativa criada em outubro de 2005 que reúne sindicatos e instituições de pesquisa sobre o mundo do trabalho de sete países da América Latina. O principal objetivo é realizar pesquisas comparativas em multinacionais que atuam no continente. Entre os temas de estudo estão direitos dos trabalhadores, meio ambiente e responsabilidade social, dentre outros assuntos de interesse do meio sindical e dos consumidores que se relacionam com as empresas.

As instituições que compõe a RedLat são: CILAS (Centro de Investigaciones Laboral y Asesoria Sindical) no México, ENS (Escuela Nacional Sindical) e CUT (Central Unitaria de Trabajadores) na Colômbia, PLADES (Programa Latinoamericano de Desarrollo), no Peru, ICUDU (Instituto Cuesta Duarte) e PIT-CNT do Uruguai, CENDA (Centro de Estudios Nacionales de Desarrollo Alternativo) e CUT (Central Unitaria de Trabajadores) no Chile, LASOS (Laboratorio Social Sindical de Argentina) e CTA (Central de Trabajadores Argentinos) na Argentina, IOS (Instituto Observatório Social) e CUT (Central Única dos Trabalhadores) no Brasil, e a CSA (Confederación Sindical de las Américas).

Atualmente, o Instituto Observatório Social é responsável pela Secretaria Operativa da Rede. A RedLat conta com o apoio fundamental da DGB Bildungswerk (DGBBW), entidade de formação e o cooperação ligada à DGB, central sindical alemã.